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Supercopa consolida uso inédito do Vídeo Suporte padrão FIFA no Brasil

  • Foto do escritor: Confederação Brasileira Futebol de Salão
    Confederação Brasileira Futebol de Salão
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

Por Lucia Chaves - Imprensa CBFS

• Barueri | SP


A Confederação Brasileira de Futsal divulgou o relatório oficial de utilização do Vídeo Suporte (VS) na Supercopa de futsal masculino, nesta terça-feira (03 de março), disputada em Erechim. A competição marcou a primeira aplicação no país do VS padrão FIFA, seguindo integralmente o protocolo internacional exigido pela entidade.


Um dos principais torneios do calendário da CBFS e responsável por abrir oficialmente a temporada nacional, a Supercopa também garantiu ao campeão vaga na Libertadores da América. Após oito anos, a principal competição de clubes do continente retorna ao país e será disputada entre os dias 24 e 31 de maio, em Carlos Barbosa (RS), cidade conhecida como “a capital do futsal”.


Números gerais

Ao longo dos nove jogos disputados, foram registrados:

  • 26 pedidos de revisão

  • Média de 2,89 pedidos por partida

  • Tempo médio de análise de 1min29s

  • 7 pedidos bem-sucedidos

  • 14 pedidos mal-sucedidos

  • 5 ajustes técnicos de cronometragem


O pedido mais rápido teve duração de 34 segundos, na partida entre Magnus e Traipu, aos 28min43s do segundo tempo, para identificação correta de atleta,  decisão revertida após análise. Já a revisão mais longa ocorreu no confronto entre Atlético Piauiense e Traipu, após um problema técnico no monitor, com 5min13s de checagem para lance de pênalti, mantida a decisão inicial.


O jogo com maior número de solicitações foi Joinville x Magnus, na semifinal da competição, com cinco pedidos. Atlântico x Chapecoense foi a única partida sem acionamento do sistema. O controle e geração de imagens do VS foi feito em parceria com a produtora Ação TV.


Situações passíveis de revisão

Conforme o protocolo da FIFA, os árbitros puderam recorrer ao vídeo quando o técnico ou membro designado da comissão técnica  contestou decisões relacionadas a quatro situações específicas:

  • Gol ou não gol

  • Pênalti

  • Cartão vermelho direto

  • Possível identidade equivocada


Regras do desafio

Cada treinador teve direito a um desafio por tempo de jogo, com possibilidade de um pedido adicional em caso de prorrogação. Desafios não utilizados não puderam ser acumulados para o período seguinte.


Quando o recurso foi indeferido e a decisão original mantida, a equipe perdeu o direito de novo desafio naquele tempo. Por outro lado, nos casos em que a revisão resultou em alteração da decisão inicial, o treinador manteve a possibilidade de solicitar novos pedidos dentro das regras estabelecidas.


Durante as análises, os árbitros permaneceram visíveis ao público. Após a revisão, o árbitro realizou o sinal característico de televisão e comunicou a decisão final em frente à mesa do cronometrista e, quando necessário, às comissões técnicas.


Caso a decisão inicial fosse mantida, o reinício ocorreu conforme a marcação original. Se a paralisação tivesse ocorrido exclusivamente para revisão, o jogo foi retomado com bola ao chão.

 
 
 

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